Cruzeiro pelo Caribe saindo de Orlando: saiba como é

Oi, Miguinh@s! Vamos falar daquilo? O que mais gostamos?

Depois de Cuba, voltei pra SP já pensando nas próximas férias. E não foi muito difícil. Decidi daquele jeito legal: $. Encontrei promoção de passagem para Miami, precisava visitar alguém lá e pronto. Ida e volta decididas. Mas 20 dias era muito pra ficar só nas visitas. 1 milhão de opções pra rechear esse período. Repetir NY do coração? Fazer alguma aventura de carro? Conhecer algum parque cheio de trilhas? Quando a gente (eu) não consegue escolher, a gente (eu) quer o quê? TUDO.

Chicago, Orlando e um sensacional Cruzeiro pelo Caribe pra conhecer o máximo possível numa tacada só. Com muita vontade de passar uns dias lagartixando no mar azul turquesa do Caribe, comecei a pesquisa de companhia e roteiros. O preço de cruzeiros é BEM legal pra quem tem pouco tempo e quer conhecer alguns lugares. Particularmente, sou fã do esquema e sempre me dei bem, mas já ouvi algumas pegadinhas, como horários joselitos de paradas e troca de roteiros durante a viagem.

Vista do nosso navio para o Porto de Key West {nas proximidades de Miami}, Flórida
Vista do nosso navio para o Porto de Key West {nas proximidades de Miami}, Flórida

Escolhi a Norwegian pelo roteiro e por ser all inclusive (Alô, Santana!). E não é que foi incrível? Staff, navio, paradas, comida (até o buffet estilo quilão era delícia) e bebidas (tinha mais de 20 rótulos de cerveja, Grey Goose, Hendrick’s, etc). Enfim, era difícil sobrar tempo pra tomar água. Por ser um barco pequeno (2k pax), não havia fila pra nada e conseguimos usar a jacuzzi bastante (eram 4 em volta da piscina). Cheio de espreguiçadeiras, atividades, bares. Nada pra reclamar. Já é um bom primeiro passo, né?

Saindo de Port Canaveral (Orlando), vamos às paradas: Key West, Jamaica, Bahamas, Grand Cayman

Começando por Key West, já deu pra ter uma ideia do que viria. Aquele mar lindo (mas que não dá pra nadar nas redondezas da cidade) e um bando de ruas charmosas que pareciam casa de boneca. No geral, nada demais. Talvez devesse ter optado por fazer a rota até lá de carro, que dizem ser incrível.

Segunda parada, Cayman. O-M-G! A própria música do Coldplay (Para-para-paradise). Top 3 de mares mais lindos da vida. Fizemos o passeio Tiki Beach, num Beach Club bem bacana, com preços razoáveis e quase privado numa praia cercada por casas de políticos milionários.

Cayman
Beach Club, em Tiki Beach, nas Ilhas Cayman

Depois desse dia delícia, próxima parada JAMAICA. Esperávamos algo radical, mas superou. Descemos em Ocho Rios já com alguns passeios definidos, sendo que Blue Hole era a prioridade. Peguei um taxi fora do porto e foi uma novela negociar um preço menor que meu rim, já que aparentemente quem sai do Navio é necessariamente milionário. Chegando no Blue Hole, pagamos 10 dólares cada pra nossa guia e entramos na mata. Com o pequeno detalhe de que não tinha segurança nenhuma, é cada coisa linda que não dá nem pra respirar (talvez a água semi congelada tenha ajudado nesse quesito).

A guia era sensa, mas se locomovia como o Tarzan, então estive sempre um pouco pra trás, fingindo que era de propósito pra curtir a paisagem. Subimos, cachoeira aqui, subimos, cachoeira lá e chegamos no tal do buraco azul. Talvez o único lugar mais bonito que já tenha visto é a Cachoeira Santa Bárbara em Cavalcante (Chapada dos Veadeiros).

Blue Hole
Você se arriscaria a mergulhar como o Tarzan?

Muitas fotos, pulos de cipó, paixonite aguda pela água. Hora de voltar. E aí a emoção triplicou. A volta era no meio das pedras, com água corrente e segurando num cipozinho mais fino que meu cabelo. Ok, tinha a opção sem emoção (igualmente sem segurança ou amparo), mas meu lema é zerar o destino. Portanto, lá fui eu descer com os gambitos tremendo. Valeu muito. A adrenalina dá uma graça extra.

De lá, pagamos outro rim para ir para alguma praia. O guia nos deixou e disse que voltaria às 15h. Brasileiro que sou, acha que acreditei? Jamais. Fomos para Mahogany Beach, linda, como era de se esperar. Já tinha 3 planos novos para sair de lá quando pontualmente às 15h, apareceu meu taxista. Jamaicanos <3

A última parada foi numa praia privada da Norwegian, Great Stirrup Cay, que além de vazia, contaria com os serviços do navio (all inclusive – woohoo). A praia não era praia, era piscina/aquário. Água transparente, azul claro e infinitos peixes de boas ali no meio dos poucos humanos. Sabe a paz? Mora lá. Dia perfeito pra passar tomando Sol (que infelizmente quase não apareceu), tomando drinks e tendo uma visita surpresa de uma baby arraia enquanto nadava. Sabe a chave de ouro? Fechou a viagem!

Caribe
A praia Great Stirrup Cay é privada e pertence à Companhia Norwegian. Sim, a água é transparente mesmo.

Ah, como tinha comida no Navio, tomávamos um super café da manhã e só voltávamos a comer no retorno do passeio. Detalhe: com essa vista maravilhosa para o mar do Caribe! *.*

Norwegian_Cruzeiro_Caribe
Cruzeiro da Norwegian pelo Caribe: recomendo!

Não testei a culinária local em nenhuma parada. Havia mais uma infinidade de passeios, mas com a idade/velhice experiência preferi fazer poucos e com qualidade. Quanto recomendaria para um amigo? 10/10. Aposto que agora você está se perguntando: quanto custa essa experiência? Paguei R$ 4.100 com comida, bebida e taxas incluídas – em 10 vezes sem juros. Ah, e fiz a compra no próprio site da Companhia.

E você, já fez algum roteiro parecido? Deixe suas dicas pra gente ali embaixo nos comentários.

Texto e fotos: Rodolfo Lutfi

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Keila Marques
Curiosa e interessada, é movida pelas descobertas de diferentes estilos de vida, culturas, costumes, histórias e sabores! Já fez intercâmbio no Chile e na Austrália e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo!
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