Cuba: dicas para curtir Havana e Cayo Largo

O propósito do Viagem em Sintonia é inspirar as pessoas a viajar, por isso esse espaço está aberto aos viajantes, que sempre tem uma história pra contar e uma dica-amiga pra dar. Hoje nós vamos para Cuba com Rodolfo Lutfi, que voltou no tempo em Havana e ficou até sem ar com tanta coisa linda pra olhar nas praias de Cayo Largo.

Texto e Foto | Rodolfo Lutfi

Sim, como todos aqui do Viagem em Sintonia também nasci com a “doença” de só ver sentido na vida se tiver uma viagem planejada. E parece que ela só evolui: quanto mais você viaja, mais quer. E também tem que aumentar o grau de dificuldade, buscando coisas exóticas e diferentonas.

Numa dessas, de boas em casa, vi uma super promo num blog de passagens aéreas para Cuba. Olhei pro namorado e falei: “Partiu?”. 10 minutos depois: passagens compradas. Inicialmente, seriam 7 dias em Havana em Outubro de 2015. Começou a busca incessante por experiências na capital cubana. Alguns poucos relatos em blogs sobre a experiência e cheguei à conclusão de que seria melhor procurar uma agência especializada, já que nem os hotéis estavam listados na internet.

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Numa das pesquisas, descobri que havia praias paradisíacas em locais pouco explorados. Pronto! Objetivo atingido: um dos únicos países socialistas restantes (check), local exótico (check), praia deserta (check). #partiucuba. Definidos os destinos: Havana 3 dias e 4 em Cayo Largo (porque Varadero, destino mais famoso, pareceu muito Cancun. Preferi uma praia menos óbvia/turística). Na ida, tirando a caxumba (aham), o vôo foi longo, porém tranquilo.

A hospedagem foi no Meliá Havana, que fica bem afastado do centro. O que isso significa? Cada saída do hotel, um 7×1 diferente{$$$$}. >>>>> Dica: tente ficar no Meliá Cohiba. Tudo lá é SUPER caro, a moeda para turistas é o euro e os táxis não usam taxímetro, ou seja, entrou, sorriu, pagou (no mínimo 10 euros). A comida também é bem cara e se você gosta de tomar vinho, esquece. O que isso significa? Se joga no Mojito e no Daiquiri! Deliciosos e preço justo.

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Outra dica: fique pouco tempo em Havana. É pequena, cara e com poucas coisas diferentes. É super incrível ver uma capital que parece ainda estar nos anos 20, com carros exóticos, etc? É, mas dois dias são suficientes. Sugiro um passeio estendido no centrão e uns drinks nos bares tradicionais: experiência socialista concluída com sucesso!

O que conquista em Havana? O povo. São lindos, educados, receptivos e AMAM novelas brasileiras. Susana Vieira também é uma estrela lá (além de amada por 130 milhões de brasileiros). Descobri em minhas viagens que, assim como Neruda, Hemingway também vivia no mundo todo. E em Havana tem vários bares que ele frequentava. Dica do taxista (e aprovada por mim): Restaurante Dos Hermanos. Para jantar, fui ao Paladar La Fontana (comi um polvo gostoso) e no Paladar Vistamar, que fica nos fundos de uma casa, com uma vista linda e uma comida deliciosa. Para não restar dúvidas: TUDO CARO. Prepare-se.

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Em Cayo Largo, a hospedagem foi all inclusive no Sol Cayo Largo. Nada demais, nada de menos. Até você chegar na praia 0_0!!! Que mar, que vista, que céu. Choveu quase todos os dias, mas quando o sol abria, em segundos eu esquecia o aguaceiro e me torrava no sol.

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Arquivo_005Tudo muito bom, tudo muito bem, e no terceiro dia quisemos explorar.

Tinha lido que havia um barquinho que levava para uma outra praia desertaparadisíacaetudomaisqueusampradescreverpraiaslegais. Chegamos pimpões no “porto” após pagar (já falei que tudo era pago e caro?) 5 euros pelo mini ônibus que deixava lá. Advinha? Não tinha mais barquinho praquele dia porque eles achavam que ia chover. Achavam. Isso mesmo. A-C-H-A-V-A-M.

– “Ah, tudo bem, me passa os horários de amanhã então?

– Não tem horário”.

Ok, fui obrigado a aproveitar mais um dia de drinks na praia do hotel, mas com a missão incompleta de madrugar no dia seguinte pra pegar o famigerado barquinho. Após (juro que já cansei de escrever isso) pagar o ônibus de novo, paguei (juro, cansei) o barquinho e… Playa Blanca, aqui vou eu!

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Nada na vida poderia ter me preparado praquilo. Deveria ter umas 10 pessoas na praia inteira, com um rapaz que alugava guarda-sol e vendia quitutes e cerveja. Sim, tudo pago (mas o hotel foi fofo e forneceu uma lancheira pra passar o dia). Ok, objetivo concluído. Mas pera, acho que falaram que a melhor parte fica um pouquinho mais pra lá. Vamos fazer a trilha?

Sabe aqueles adjetivos todos de praias lindas? São todos eufemismos para esse lugar. Tinha 2 pessoas (nuas, por sinal), num braço de areia que dividia o mar em cores que ultrapassam minha palheta mental Faber Castell. Uma verde, outra azul. MORRI. FIM.

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Mentira, tinha furado o pé num cacto durante a trilha e fiquei com as pernas pra cima, tentando lembrar de respirar de tempos em tempos com tanta coisa linda pra olhar e tantos nada pra fazer. Foi difícil #sqn.

Meu balanço final: Havana é legal para dar uma passada, conhecer e voltar ao passado, mas as praias são o que realmente impressionam, principalmente porque Cuba ainda não é um destino batido como Punta Cana ou Cancun e a natureza ainda está bruta. Se bem que agora que o Obama é BF dos Castro, isso deve mudar em breve. CORRÃO!

 

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Keila Marques
Curiosa e interessada, é movida pelas descobertas de diferentes estilos de vida, culturas, costumes, histórias e sabores! Já fez intercâmbio no Chile e na Austrália e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo!
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